UIVOS, LATIDOS E FÚRIA - Um blog vira lata e sarnento!
     
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OS AMIGOS MANDANDO BEM!

POST DO PIERRE

Tem link dele ao lado

Renato Teixeira – Paulistano do Interior

Lembrei hoje do meu amigo José. Conheci o aqui perto do trampo, a hora do almoço eu sempre ia beber um café expresso do meu amigo Humberto e (minha memória me trai, pois não me lembro como) logo estávamos tendo longas conversas.

Quando nos conhecemos, ele já tinha avançado a casa dos setenta anos e me contava suas histórias do interior paulista, a época do café, a política na qual seu irmão se envolveu. Sobre a política, descobri com ele que o Maluf nem é original, porque o Adhemar de Barros no passado já era conhecido como o “rouba, mas faz”.

O meu amigo falava dos filhos e netos, com um sorriso nos lábios e um brilho de orgulho nos intensos olhos azuis. A sua Senhora tinha partido já havia algum tempo e o coração fraco do com seu marca-passo, sentia muito a sua ausência. Lembro vivamente de uma véspera de natal em que nos encontramos e ele me confidenciou seu desejo de morte, por não suportar a idéia de passar mais anos sem a companhia daquela que foi a mãe de seus filhos; Naquela tarde fria, na calçada em frente a sua casa, choramos juntos.

Meu amigo sempre me emocionou. Um dia seu coração fraquejou e me chamaram para vê-lo no carro da filha, indo para o hospital. Ele estava cansado e abatido, mas não deixou de sorrir ao me ver e eu lhe beijei a testa, com os olhos marejados. Passou uma temporada no hospital e voltou menos ativo, agora havia mais complicações dentro do seu peito.Nos nossos últimos cafés juntos, ele respirava com dificuldade e as conversas sobre a morte eram constantes.

Um dia o Humberto me disse que ele tinha partido. Perdi meu amigo, mas pensei que se há um céu, ele está lá agora ao lado da sua amada e deve iluminar alguns dias da minha São Paulo com a mirada dos seus belos olhos azuis.

 

(Pierre, o maléfico)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h47
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OS AMIGOS MANDANDO BEM!

POST DO PIERRE

Tem link dele ao lado

Renato Teixeira – Paulistano do Interior

Lembrei hoje do meu amigo José. Conheci o aqui perto do trampo, a hora do almoço eu sempre ia beber um café expresso do meu amigo Humberto e (minha memória me trai, pois não me lembro como) logo estávamos tendo longas conversas.

Quando nos conhecemos, ele já tinha avançado a casa dos setenta anos e me contava suas histórias do interior paulista, a época do café, a política na qual seu irmão se envolveu. Sobre a política, descobri com ele que o Maluf nem é original, porque o Adhemar de Barros no passado já era conhecido como o “rouba, mas faz”.

O meu amigo falava dos filhos e netos, com um sorriso nos lábios e um brilho de orgulho nos intensos olhos azuis. A sua Senhora tinha partido já havia algum tempo e o coração fraco do com seu marca-passo, sentia muito a sua ausência. Lembro vivamente de uma véspera de natal em que nos encontramos e ele me confidenciou seu desejo de morte, por não suportar a idéia de passar mais anos sem a companhia daquela que foi a mãe de seus filhos; Naquela tarde fria, na calçada em frente a sua casa, choramos juntos.

Meu amigo sempre me emocionou. Um dia seu coração fraquejou e me chamaram para vê-lo no carro da filha, indo para o hospital. Ele estava cansado e abatido, mas não deixou de sorrir ao me ver e eu lhe beijei a testa, com os olhos marejados. Passou uma temporada no hospital e voltou menos ativo, agora havia mais complicações dentro do seu peito.Nos nossos últimos cafés juntos, ele respirava com dificuldade e as conversas sobre a morte eram constantes.

Um dia o Humberto me disse que ele tinha partido. Perdi meu amigo, mas pensei que se há um céu, ele está lá agora ao lado da sua amada e deve iluminar alguns dias da minha São Paulo com a mirada dos seus belos olhos azuis.

 

(Pierre, o maléfico)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h46
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HOJE

Hoje às 21:30 hs tem O CÉU É CHEIO DE UIVOS, LATIDOS & FÚRIA DOS CÃES DA PRAÇA ROOSEVELT. Texto meu.

Direção: Alberto Guzik

Com: Soraya Aguilera

Local: Espaço dos Satyros (Pça. Roosevelt, 214 – 3258 6345)

Capacidade: 80 lugares

Ingressos: R$ 15,00

Acesso a deficientes físicos

Estacionamento no local: R$ 5,00

Aceita reservas por telefone: 0XX11 3258-6345

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 14h34
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VOCÊ JÁ OUVIU RAUL SEIXAS NO PARAÍSO, MALUCO?

A primeira vez foi em 1980. Estava com 17 anos. Era a época do cabelão, tênis Bamba, shows no Colégio Equipe, Bixiga, Águas Claras , camisa xadrez e muito pouco dinheiro no bolso. Mas muita, muita disposição de desafiar o permanente estado de pobreza franciscana que nos abraçava com uma força de Kripton. Então, o barato era ir de carona. Mochilão e vinho. Muito vinho. Primeiro passo: fazer uma vaquinha e comprar o vinho. Sempre de garrafão. A mula sempre era de uns seis malucos. Depois, a gente pegava um ônibus até o Posto Roda Viva, na Dutra e de lá só no dedão. As vezes dava uma sorte e pegava uma carona direto. As vezes dava um azar e aí eram cinco, seis carros. A gente gostava quando dava azar mesmo. Era mais divertido. E agente não tava nem aí. Comia qualquer parada e dormia em qualquer lugar. Inclusive no acostamento. De São José dos Campos era mais fácil. A maioria dos carros ia pro litoral norte. A Rio-Santos era, na sua maior parte, de terra. Tinha que chegar em Patrimônio. Cidadezinha na beira da pista, logo após a divisa de SP e Rio. Garrafão de Góes "suave" na mão, a gente encarava o "Deus me Livre". Na subida, asfalto. Na descida, terrão. Quando chovia só descia de bunda. Os carros atolavam. Só subia de corrente nos pneus. Era muito tombo. Vinho, escuridão e lama. Porque o barato era descer de noite. De dia o sol castigava. E noite é sempre mais bacana. O céu por lá chapava de estrelas. No final da descida estava a primeira praia. A Praia Brava. Hoje é o point de surfistas. Depois vinha a Praia do Meio, depois a do Cachadaço e finalmente a grande atração: o Cachadaço. Uma piscina natural de água azul. Muito azul. Coisa que a gente só via em fotos do mar do Caribe. Quem já foi sabe do que estou falando. Isso mesmo. Estou falando de TRINDADE. Por muitos anos o paraíso da malucada. Todos as baladas de viagem eram pra lá. A gente acampava na praia e tomava banho na cachoeira. A dieta era a base de miojo, peixe (que os pescadores descolavam pra gente) e álcool. Muito. O tempo todo. Quando conheci Trindade, lá era uma aldeia de pescadores. Pra vocês terem uma idéia, pra gelar a cerveja, só buscando barra de gelo em Paraty. Uns 30 kms pra frente de Patrimônio. Só tinha umas cinco casas em toda Trindade. A principal família era a do Nerim. O dono da única birosca por lá. A mãe dele, Dona Cundica, era evangélica e ficava muito puta da vida com a malucada que insistia em fumar uns backs e tomar banho peladões na cachoeira. Uma vez desidratei em Trindade. É, consegui essa proeza. Tive um febrão de 24 horas e muita diarréia. A Dona Cundica, tipo avózinha mesmo, me preparava chá de folha de goiabeira e os filhos dela me levavam pra cachoeira. É, meu irmão, me enfiavam com tudo na água gelada. Pra baixar a febre. E resolveu. Lá era tudo iluminado por lampiões. A noite era na base da fogueira e violão e muito Raul Seixas. Que lugar! E quantas viagens. A única coisa que pegava, de verdade, eram os borrachudos. Puta que o pariu, quantos! Parecia que iam levar você pro ninho deles! Mas depois de meio garrafão de vinho ou meio litro de pinga coquinho, já era! Nessa época éramos todos garotos cheios de sonhos e romantismo. E a gente punha pra fuder. Não tava nem aí com nada. Uma vez fui acampar e acabou o rango e a grana. Isso, depois de uns dez dias. Pequei o violão e fiz um rolo com o Nerim. Opa, suprimentos pra mais cinco dias. Nessa, chegou o Luizinho, parceiro que morava no Bixiga. Chegou com uma canadense de cinco pessoas. Não deu outra: fiz rolo com a minha micro-leve e fui pra barraca dele. Resultado? Mais quinze dias no paraíso. Quando voltei pra Sampa, depois de trinta dias de bermuda e descalço, a viagem de metrô me deu a mesma sensação de um tomate no liqüidificador. Bom, como tudo nesse país, a grana e os "empreendedores" chegaram e Trindade conheceu o progresso. Mais casas, pousadas, asfalto e a igreja universal do reino de deus. A última vez que estive por lá foi em 1992. O lugar tava chapado de gente. Parecia um shopping de tantas patrícias e mauricios do tipo: o Havaí é aqui, manja? A decepção foi muito grande. Trindade já não existia mais. Não do jeito que conheci. Eu já não era mais garoto. E o sonho já tinha acabado.

A cachoeira que a malucada tomava banho

E o Cachadaço.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h28
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ATACADO E VAREJO

Bush assina lei de emergência para prolongar vida de paciente em coma

da Folha Online

A Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou nesta segunda-feira uma lei de emergência, aprovada pelo Congresso norte-americano, para prolongar a vida de Terri Schiavo, 41, que está em coma há 15 anos.

A paciente foi desconectada dos aparelhos na sexta-feira (18), depois de um intenso debate entre seus familiares, o governo dos EUA e os tribunais. Os pais de Terri se opõem à eutanásia e querem que o tubo de alimentação que a vinha mantendo viva seja ligado novamente.

Bush antecipou seu regresso do Texas para Washington neste final de semana para promulgar a lei, que foi aprovada neste domingo pelo Senado dos EUA, por unanimidade.

A lei transfere para a jurisdição federal a decisão da corte da Flórida que havia determinado a retirada do tubo de alimentação que mantinha a americana viva.

Terri vem sendo mantida viva desde que um ataque cardíaco afetou a oxigenação de seu cérebro, deixando-a em permanente estado vegetativo.


O marido dela e seu guardião legal afirmava que ela não gostaria de ser mantida viva nesta condição. Os pais de Terri lutam para mantê-la viva argumentando que ela apresentava reações a eles e que podia melhorar com reabilitação.

Tudo por um pouco de marketing. Essa é a jogada. Sem limites e sem escrúpulos. A nação mais treteira do mundo. A mais mortal e sanguinária (Hirishima, Nagasaki, Vietnã, Iraque e republiquetas espalhadas pelo terceiro mundo) quer prolongar a vida (?) de uma pessoa que encontra-se à 15 (!) anos em estado vegetativo. Essa direita cristã e reacionária que governa os EUA, na figura patética de George Bush, resolveu dar um lustro na sua imagem através desse caso de eutanásia. Ora, o abilolado George Bush que, no maravilhoso documentário de Michel Moore (fahrenheit 9/11) mostra um homem completamente apático, perdido e - por que não dizer? - covarde. Na hora em que recebe a notícia de que o seu país estava sendo bombardeado, fica completamente sem ação por intermináveis sete minutos (é isso?) numa escola infantil e ainda, desbaratinando lendo um livro que estava de cabeça para baixo. Desta vez, para mostar a sua moral cristã e a sua obstinada luta em prol da vida (?), volta das férias (de novo?) correndo para acelerar no congresso a aprovação de uma lei sob medida para prolongar a vida (???) dessa pessoa. Antes que algum beato de plantão mande uma carta ao Vaticano pedindo a minha morte na fogueira, quero dizer que não estou fazendo aqui um debate sobre a eutanásia. Minha arrogância não chega a tanto. Se bem que, tenho minhas opiniões sobre ficar numa cama vegetanto por quinze anos. Minha idéia de vida é diferente. Só estou falando de mais uma sórdida jogada da Cia e os seus atletas de cristo. Agora me diz aí: quantos neurônios é preciso para sacar que não passa de mais uma deslavada campanha de marketing da gringolândia para, numa inúltil tentativa, livrar um pouco a cara do George "uguinho" bush depois de tanta cagada? Enquanto isso, os caras do exército americano, estão suando pra descolar mais soldados para enviar pro (matadouro) Iraque. Já passam de 1.500 soldados americanos mortos por lá. De Iraquianos, só Maomé sabe! Porque ninguém é tão trouxa por muito tempo. Os americanos, principalmente os jovens, já perceberam a roubada que é essa guerra. E como o serviço militar não é mais obrigatório... Então é assim que funciona. Mata-se no atacado e salva-se (?) no varejo.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 17h46
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ABOBRINHAS ON-LINE

Recebo muita merda por e-mail. Acho que todos recebem. Chego no trampo pela manhã e vou deletando tudo. Difícil receber algo que realmente vale ser lido. Recebi esta autêntica abobrinha, de uma amiga, esta semana. Acho que essa é uma merda que vale a pena. Uma merda The best. Se é que existe alguma. Estas são piadas retiradas do livro "Desordem no tribunal". São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente e à frente do juiz. Olha que maravilha. Do jeito que a minha risada é discreta, ia ser expulso do tribunal a cada quinze minutos! Bom, e como hoje é sexta-feira, o dia mundial do foda-se, não estou com saco pra escrever porra nehuma. Só dei um "copiar" e divido essas pérolas com os manos. Falei?!

 Pergunta: Qual é a data do seu aniversário?
 Resposta: 15 de julho.
 P: Que ano?
 R: Todo ano.
 ______________________________________________
 P: Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
 R: Sim.
 P: E de que modo ela afeta sua memória?
 R: Eu esqueço das coisas.
 P: Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido? 
 ____________________________________________
 P: Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
 R: Sim, foi.
 P: E o que você estava fazendo nesse dia?
 _______________________________________________
 P: Ela tinha 3 filhos, certo?
 R: Certo.
 P: Quantos eram meninos?
 R: Nenhum
 P: E quantas eram meninas?
 _______________________________________________
 P: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
 R:Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
 _______________________________________________
 P: Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta
 deve ser oral, ok? Que escola você freqüenta?
 R: Oral.
 _______________________________________________
 P: Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o
 corpo da vitima?
 R: Sim, a autópsia começou às 20:30h.
 P: E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
 R: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele...
 _____________________________________________
 Essa é a melhor!!!!!!!!!!

 P: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da
 vítima?
 R:Não.
 P: O senhor checou a pressão arterial?
 R: Não.
 P: O senhor checou a respiração?
 R: Não.
 P: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia
 começou?
 R: Não.
 P: Como o senhor pode ter essa certeza?
 R: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
 P: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?

 R: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em
 algum lugar!!!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h04
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HOJE É NOITE DE BLUES

É O SACO DE RATOS BLUES

E A PRAÇA ROOSEVELT CADA DIA MELHOR 

 

Marcello Amalfi,  

Fábio Brum e

Mario Bortolotto nos vocais

 

Hoje - Nesta quinta-feira (dia 17)

No Teatro X - Praça Roosevelt, 124 - Consolação

Tel: 3255-2829

 

A partir das 23h

 

Preço: 5 de entrada e 5 de consumação. Uma baba!

 

(Jarbas Capusso Filho)

 

 

 



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h41
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 HOJE ALINE ABOVSKY ESTRÉIA NO CLÁSSICO "O COLECIONADOR" EM CARTAZ NO CCSP

A minha amiga, talentosíssima, estréia no lugar da Paula Arruda que sai em turnê com o Antunes Filho no espetáculo "Carmem". (Uma homenagem ao Kasuo Ono). A Direção é do brother Marcos Loureiro que arrebentou em "Hotel Lancaster". Sei que ela tá ralando pra ensaiar. Tem texto pra caralho e o bicho pegou. Mas a Aline dá conta. Depois eu vou lá conferir. Com certeza. Sou fã dela.

O romance do inglês Fowles é um clássico da literatura mundial. Em 1965, o thriller foi adaptado para o cinema, com direção de William Wyler e com Terence Stamp, Samantha Eggar e Mona Washbourne. No Brasil, em 1974, Fernando Torres dirigiu uma adaptação de David Parker para o teatro. No elenco, Dina Sfat e Juca de Oliveira.

Sinopse

Num porão de uma mansão, Ferdinando, o colecionador de borboletas, mantém como refém a jovem Miranda, por quem é apaixonado. A moça assustada e indignada tenta convencê-lo a liberta-la. Eles conversam e chegam a um consenso: após vinte e oito dias, Miranda estará livre para fazer o que bem entender.

2 ÚLTIMAS SEMANAS

De quinta a sábado às 21:00 horas
Domingo às 20:00 horas


O preço do ingresso continua barato: só R$ 10,00 (meia para estudantes e aposentados)

ATÉ DIA 27 DE MARÇO

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 (ao lado da estação Vergueiro de metrô)
Tel: 3277-3611
Porão (75 lugares)

Romance de John Fowles
Tradução: David Parker
Tradução e adaptação livre: Juca de Oliveira
Direção: Marcos Loureiro (Hotel Lancaster)
Elenco: Aline Abovsky e Pedro Guilherme
Cenário: Luís Frúgoli
Figurino: Cláudia Schapira
Sonoplastia: Mário Bortolotto

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h03
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MARTASERRAFODA!

Charge emprestada do blog da Fernanda D'umbra com link aí na lista.

São Paulo, quarta-feira, 16 de março de 2005


Classe teatral de SP protesta contra suspensão de auxílio financeiro

DA REPORTAGEM LOCAL

A classe teatral paulistana articula mobilização diante da suspensão da Lei de Fomento. Anteontem, assembléia do movimento Arte contra a Barbárie, realizada no teatro Fábrica São Paulo, um dos espaços nascidos por causa do programa, aprovou manifesto a ser distribuído ao público e encaminhado ao secretário Emanoel Araújo (Cultura) e ao prefeito José Serra (PSDB).
O congelamento do novo edital, cuja comissão não foi homologada, é definido como "regressão autoritária" e "vem reforçar a imagem da cultura como desperdício, como desnecessidade, direito exclusivo dos que podem por ela pagar", cita o documento.
Desde 2002, a Lei de Fomento consta de dotação orçamentária (R$ 9 milhões em 2005) da Prefeitura de São Paulo para ser repartida aos grupos selecionados.
A Secretaria Municipal da Cultura, por meio do Departamento de Teatro, aguarda parecer jurídico para possíveis reformulações.
"Na comparação com outras leis para o setor -como as de incentivo através da renúncia fiscal-, a verba destinada ao Programa de Fomento ao Teatro é muito pequena. No entanto, é ela que garante a liberdade e a autonomia dos artistas, não a dos patrocinadores. É ela que beneficia a formação de espectadores, não de consumidores. É ela que expressa interesses sociais, avaliados e cobrados pelo poder público, numa inversão total do privatismo empresarial que impera no uso das verbas públicas", diz o manifesto.
O Fábrica São Paulo recebeu uma platéia e meia (134 lugares e metade do palco ocupados). Entre eles, Ilo Krugli (Ventoforte), José Renato (teatro de Arena), Sérgio de Carvalho (Cia. do Latão), Georgette Fadel (Cia. São Jorge de Variedades), Rodolfo García Vásquez (Os Satyros) e Pedro Pires (Cia. do Feijão). (VS)

Artistas planejam ações de protesto
Em assembléia permanente, lutam contra a descontinuidade na cultura

Beth Néspoli

Cerca de 200 artistas teatrais, entre eles José Renato, Gero Camilo, Pascoal da Conceição, Georgette Fadel, Pedro Pires, José Renato e Ilo Krugli, lotaram ontem o Teatro Fábrica. "O desmonte de políticas públicas como a suspensão da Lei de Fomento, e o desvirtuamento de programas como Formação de Público e Teatro Vocacional" foram alguns dos temas debatidos na noite.

A assembléia foi convocada pela Cooperativa Paulista de Teatro, que agrega 80% dos grupos teatrais atuantes na cidade. Entre outras coisas, os artistas decidiram manter-se em assembléia permanente. Um novo encontro, para discussão ampla das atividades de diferentes comissões, foi marcada para o dia 21, às 11 horas.

"Não estamos reivindicando nossa sobrevivência, mas lutando por um conceito de política cultural", diz Rodolfo Garcia Vazquez, da Cia. dos Satyros. Um dos temas centrais da noite foi a importância de clareza sobre o foco central da luta: por conquistas nascidas de exaustivas discussões sobre um conceito de política cultural. Ao final, foram formadas três comissões, responsáveis por ações como a feitura de manifestos e busca de apoios.

Uma das comissões vai investigar caminhos legais, uma vez que a alegada inconstitucionalidade da Lei de Fomento foi debatida. "A lei não vincula receita, destina verba, o que é diferente", afirma o diretor Luis Carlos Moreira. Segundo informou a Assessoria da Presidência da Câmara dos Vereadores ao Estado, qualquer cidadão pode mover uma ação contra o poder público pelo não cumprimento de uma lei, que só pode ser suspensa por ação judicial. E o Ministério Público pode também abrir inquérito.

Fonte: O Estado de São Paulo - Caderno 2 - 16/03/2005




 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h31
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GAVIÕES E GARDEL

Sou corinthiano de nascimento, mas esta, nem eu resisti!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h05
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SEGUNDAS INTENÇÕES

Faz tempo que os amigos me convidam. Desta vez fui conferir. A casa é pilotada pela dupla pra lá de competente: Marcelo Varzea e Thereza Piffer. O nome é bem louco: Bubulounge - R. dos Pinheiros, 783, Pinheiros. Tel.: 8361 4464. É o Segundas Intenções. O lugar é bombado. Todas às segundas às 8 horas há  leitura de um texto. Depois sempre tem um show. E no final é a vez do DJ pilotar as pick ups e a pista ferve. Dizem que os caras dançam até às 6 da manhã! Ontem teve o lançamento de um livro Furacão Elis da ecritora Regina Echeverria. Contou com a participação da atriz IIana Kaplan.  Perdi porque cheguei ums 22 horas. Umas 23 horas começou um show. Convidaram dez atrizes para cantar músicas que ficaram famosas na voz da Elis: Adriana Caparelli, Amanda Acosta, Amélia Gumes, Andrea Marquee, Andreza Massei Bibba Chuqui, Edna Aguiar, Fabiana Karfig, Graça Cunha, Heloisa de Palma, Luana Marthin, Luciana Carnieli, Nábia Villela, Nelli Sampaio, Neusa Romano, Patrícia Coelho, Rachel Ripani, Samantha Caracante, Simone Gutierrez e Thereza Piffer. Acompanhadas dos músicos:  Daniel Maia, Guilherme Terra e fernando Baggio. Foi muito bacana. As meninas mandaram muito bem. Destaque pra Amanda Acosta que cantou "Nas curvas da estrada de santos" E a própria Thereza que mandou "O bebado e o equilibrista". Lá pelas 24 horas os caras retiraram todas as mesas e cadeiras da pista e começou a rolar o som pra galera dançar.  O DJ Andre Hã mandou ver. Só som anos 70, 80. Pra quem gosta de dançar, um prato cheio. Não é o meu caso. Fiquei no lounge cheio de sofazões – a minha cara - sapeando e trocando idéia com uns manos que encontrei por lá. O José Roberto Jardim e o Daniel Morozzeti. Na boa, não é um lugar que freqüentaria. Como disse, não danço e não gosto de lugares muvucados. Tão pouco sou chegado em lugares da moda. Mas tem leitura de textos e é o povo do teatro. A banda festiva, com certeza. Fui com umas amigas, a Fernanda Sofhia e a Vanessa Morelli. Só pra constar: quem tá largadão na vida, à procura de alguém, o lugar é muito bom pra descolar uma companhia. Mulher às pencas, brother. Dei uma embaçada até umas 2 horas e dei linha. O povo ficou lá, pulando que nem pipoca.

Dei uma atualizada nas informações com o release que a queridona Vanessa Morelli me enviou. Valeu.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h16
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DUAS POCKETS CENAS DO SEU JARBAS

1971. Minhocão, em São Paulo. Domingo, umas 13 hs. Está garoando e o Seu Jarbas tá bebasso. Estamos em sua variant, 1970, prata. Retornamos da Moóca, onde o seu Jarbas encheu o carão a manhã toda. Voltávamos pra Pompéia, onde a gente morava. No Banco de trás, um "tijolo" de sorvete. O saudoso cassata. Na época, a embalagem era de papelão. Um opalão tenta uma ultrapassagem bem na hora que o meu pai está zigzagueando na pista. Meu pai dá um zig, no zag, bum! Afunda a porta do opalão. Meu pai, na maior serenidade e anestesiado por uma garrafa de old-eigth põe o dedo anular pra fora e manda o cara se fuder. E dispara pelo minhocão. Na Francisco Matarazzo, três carros fecham o nosso. Termina a perseguição. Todos pra delegacia. 23º distrito, Perdizes. Eu, muito preocupado com o cassata. Começava a derreter. Na delegacia, o delegado, com um nariz de batata e vermelhasso, resultado de anos e anos a fio enchendo o carão, tá bebasso. Meu pai não quer pagar porra nenhuma e ameaça dar uns figths no outro motorista. Percebi que a coisa ia ser embaçada. Meu pensamento não sai do banco de trás da variantosa. E agora, o que fazer? Nisso, já eram umas 16 hs. Fudeu. Os três: meu pai, o delegado e o outro motorista decidem tomar uma pra clarear as idéias. Vamos pra padaria. O outro motorista revela-se um grande atleta etílico. As horas passam rápido. Nunca comi tanta coxinha em toda a minha vida. Um porrão delas regada à muita coca-cola. Compadre, farinha de trigo, gordura e coca à rodo, dá um barato que nem eu acredito! Lá pelas 19 hs, todos completamente bêbados, cansados de cantar "Ronda" e muito amigos, despedem-se emocionados. Lembro que o outro motorista estava com os olhos marejados. Voltamos para o carro. Que cena. O nosso cassata totalmente derretido, havia formado uma mancha enorme no banco. Uma meleca daquelas. Aí, eu fiquei emocionado! Meu pai, sacando o meu luto involuntário, parou numa padoca e comprou dois cassatas novos. Viva a clonagem! E olha que ainda faltava uns vinte anos pra começarem a falar nisso. Voltamos pra casa. Meu pai cantando Adoniram Barbosa, eu entorpecido por trocentas coxinhas e cocas, o paralama dianteiro da variantosa amassadão. E pensei: acho que o meu pai é muito louco, meu.

Outro domingo. Minha mãe havia levado a gente, eu e minhas irmãs, numa festa de aniversário no Tatuapé. Meu pai tinha armado com uns amigos ir pegar siris na Ponte Pensil, em Santos. Sempre armava essas paradas. Chegamos em casa umas 20 hs. A casa estava toda apagada. Minha mãe estranhou, a gente também. Normalmente, o meu pai estaria preparando os siris. Entramos em casa, na escuridão e nada do meu pai. Mas o carro dele estava na porta. De repente, vimos a luz do banheiro acesa. Fomos conferir. Minha mãe não acreditou no que viu. Nem eu. Nem minhas irmãs. Acho que nem os siris. O meu pai, bebasso, sentado numa cadeira, tinha capotado. Dormia à sono profundo. Ao seu lado, uma garrafa de old-eigth vazia e tombada. Um copo. E os siris? Bem... A banheira estava cheia e umas três dúzias de siris tentavam, freneticamente, alcançar a borda. Sem chance, escorregavam. Minha mãe, que sempre foi bem encorpada, braço grandão, de espanhola, não pensa duas vezes. Dá uma porrada no velho que vai ao chão em câmera lenta, quase quadro à quadro. Até sua morte, o velho nunca ficou sabendo desse jab de direita dominical. Fomos dormir. Nós no quarto, meu pai no banheiro e os siris na banheira. Ali, findaram as minhas duvidas. Tive certeza: o meu pai era sim muito louco, meu!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h37
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DUENDES, DOSTOIEVSKI E OUTRAS HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS ÀS 5 DA MATINA

 

Ontem teve festa nos Satyros. Festa estranha e com gente esquisita. Que bom. Festa com gente normal é uma bosta. A animação e conversa comeram solto. Com direito ao Ivam em cima do balcão e o escambau. A calçada, pra variar, lotou. Mais fora do que dentro. Sempre. O clima ajudou e a noite estava de fuder. Mas quem queria dançar, ficou a vontade. Na operação rescaldo, lá pelas 5 hs da matina, firmes e fortes, sobraram eu, o Wiltão, Gabriel, Erika, Adriana, Amalfi, Patrícia e o inverossímil Marquinhos Arroba. Aliás, o Marquinhos nos brindou com mais uma história do arco da velha. Desta vez, nos relatou suas aventuras com um ser verde que o visita em seu quarto nas madrugas. Enquanto ele relatava, em sórdidos detalhes a parada, eu não conseguia deixar de me preocupar com o cara. A minha única duvida: qual substância lisérgica o nosso amigo vinha fazendo uso regularmente? Bom, mais adiante saiu a pérola da noite. Eu sou o tipo de cara que acredita que nada é por acaso. Se eu fiquei até àquela hora na festa, um motivo haveria de ter. Algo do além. E descobri o motivo sobrenatural instantes depois. Verbalizado ali, à um palmo de distância dos meus calejados e incrédulos ouvidos. À queima roupa. O cara que mandou a parada é meu brother e tinha tomado todos os líquidos etílicos possíveis e imagináveis. Então vai ficar no anonimato. Olha só que beleza: “ME AMARRO EM DOSTOIEVSKI (PAUSA REFLEXIVA), MAS O QUE ME PIRA MESMO, DE VERDADE, É O BUTTMAN!” Fala aí: é digna de fim de festa ou não é? Ah, quero aproveitar e fazer um apelo aos meus amigos prenhos de bom senso e, de uma vez por todas, esclarecer categoricamente uma parada que rolou numa outra operação rescaldo: amigos, a história da tia era gozação! Só quis fazer uma piada. Por favor, deletem. Desde àquela fatídica noite, toda vez que o Marquinhos me vê, já fica logo vermelho. E o Wiltão? Só me olha de esgueio. ERA GOZAÇÃO!

 

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h11
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Em ritmo de festa: Os Satyros lança vídeo-clipe de "Transex"

Quem ainda não teve oportunidade de assistir ao espetáculo "Transex", pode ficar feliz.
Aproveitando a premiação como melhor figurino no 17º Prêmio Shell de Teatro São Paulo, os Satyros estão lançando o vídeo-clipe do espetáculo.
O vídeo traz uma das cenas do espetáculo, onde Phedra D. Córdoba dubla a música "Yo Vivire", de Célia Cruz.
O tamanho total do arquivo é 6.5Mb. Para baixá-lo,
clique aqui ou acesse o site da Companhia de Teatro Os Satyros (www.satyros.com.br). Para visualizar o vídeo, é necessário ter o Windows Media Player instalado no computador. Caso não tenha instalado, clique aqui.
O espetáculo "Transex" está em cartaz no Espaço dos Satyros (Pça. Roosevelt, 214, Consolação, SP , tel. 3258-6345) às sextas e sábados às 21h30 e domingos às 20h30, por tempo indeterminado.
O ingresso custa R$ 20, sendo que estudantes, idosos e classe artística pagam meia-entrada (R$ 10).

E TEM FESTA!

E sábado, dia 12/03 tem festa no Satyros. Para comemorar o prêmio do Fabiano. Começa às 00:00 hs. Eu vou. Quem já foi nas festas do Satyros sabe que vale a pena. É grátis e só paga o que consumir.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h05
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Jim Morrison: College Dork [1964]

Na semana passada, um funcionário da universidade da Florida descobriu umas latas de filmes perdidas. Acabou achando uma raridade. Um filme com o futuro lider da banda The Doors. Ele mesmo, Jim Morrison. No filme, Jim faz propaganda da universidade. O cara tava moleque ainda. E com a maior cara de nerd. Nem de longe dava pra sacar o que o cara ainda iria aprontar na cena rock and roll. Quem quiser conferir é só clicar no link aí.

www.ifilm.com

 

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 09h35
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