UIVOS, LATIDOS E FÚRIA - Um blog vira lata e sarnento!
     
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OS AMIGOS MANDANDO BEM!

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Tem link dele ao lado

Renato Teixeira – Paulistano do Interior

Lembrei hoje do meu amigo José. Conheci o aqui perto do trampo, a hora do almoço eu sempre ia beber um café expresso do meu amigo Humberto e (minha memória me trai, pois não me lembro como) logo estávamos tendo longas conversas.

Quando nos conhecemos, ele já tinha avançado a casa dos setenta anos e me contava suas histórias do interior paulista, a época do café, a política na qual seu irmão se envolveu. Sobre a política, descobri com ele que o Maluf nem é original, porque o Adhemar de Barros no passado já era conhecido como o “rouba, mas faz”.

O meu amigo falava dos filhos e netos, com um sorriso nos lábios e um brilho de orgulho nos intensos olhos azuis. A sua Senhora tinha partido já havia algum tempo e o coração fraco do com seu marca-passo, sentia muito a sua ausência. Lembro vivamente de uma véspera de natal em que nos encontramos e ele me confidenciou seu desejo de morte, por não suportar a idéia de passar mais anos sem a companhia daquela que foi a mãe de seus filhos; Naquela tarde fria, na calçada em frente a sua casa, choramos juntos.

Meu amigo sempre me emocionou. Um dia seu coração fraquejou e me chamaram para vê-lo no carro da filha, indo para o hospital. Ele estava cansado e abatido, mas não deixou de sorrir ao me ver e eu lhe beijei a testa, com os olhos marejados. Passou uma temporada no hospital e voltou menos ativo, agora havia mais complicações dentro do seu peito.Nos nossos últimos cafés juntos, ele respirava com dificuldade e as conversas sobre a morte eram constantes.

Um dia o Humberto me disse que ele tinha partido. Perdi meu amigo, mas pensei que se há um céu, ele está lá agora ao lado da sua amada e deve iluminar alguns dias da minha São Paulo com a mirada dos seus belos olhos azuis.

 

(Pierre, o maléfico)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h47
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OS AMIGOS MANDANDO BEM!

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Renato Teixeira – Paulistano do Interior

Lembrei hoje do meu amigo José. Conheci o aqui perto do trampo, a hora do almoço eu sempre ia beber um café expresso do meu amigo Humberto e (minha memória me trai, pois não me lembro como) logo estávamos tendo longas conversas.

Quando nos conhecemos, ele já tinha avançado a casa dos setenta anos e me contava suas histórias do interior paulista, a época do café, a política na qual seu irmão se envolveu. Sobre a política, descobri com ele que o Maluf nem é original, porque o Adhemar de Barros no passado já era conhecido como o “rouba, mas faz”.

O meu amigo falava dos filhos e netos, com um sorriso nos lábios e um brilho de orgulho nos intensos olhos azuis. A sua Senhora tinha partido já havia algum tempo e o coração fraco do com seu marca-passo, sentia muito a sua ausência. Lembro vivamente de uma véspera de natal em que nos encontramos e ele me confidenciou seu desejo de morte, por não suportar a idéia de passar mais anos sem a companhia daquela que foi a mãe de seus filhos; Naquela tarde fria, na calçada em frente a sua casa, choramos juntos.

Meu amigo sempre me emocionou. Um dia seu coração fraquejou e me chamaram para vê-lo no carro da filha, indo para o hospital. Ele estava cansado e abatido, mas não deixou de sorrir ao me ver e eu lhe beijei a testa, com os olhos marejados. Passou uma temporada no hospital e voltou menos ativo, agora havia mais complicações dentro do seu peito.Nos nossos últimos cafés juntos, ele respirava com dificuldade e as conversas sobre a morte eram constantes.

Um dia o Humberto me disse que ele tinha partido. Perdi meu amigo, mas pensei que se há um céu, ele está lá agora ao lado da sua amada e deve iluminar alguns dias da minha São Paulo com a mirada dos seus belos olhos azuis.

 

(Pierre, o maléfico)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h46
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