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HOJE

Hoje às 21:30 hs tem O CÉU É CHEIO DE UIVOS, LATIDOS & FÚRIA DOS CÃES DA PRAÇA ROOSEVELT. Texto meu.

Direção: Alberto Guzik

Com: Soraya Aguilera

Local: Espaço dos Satyros (Pça. Roosevelt, 214 – 3258 6345)

Capacidade: 80 lugares

Ingressos: R$ 15,00

Acesso a deficientes físicos

Estacionamento no local: R$ 5,00

Aceita reservas por telefone: 0XX11 3258-6345

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 14h34
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VOCÊ JÁ OUVIU RAUL SEIXAS NO PARAÍSO, MALUCO?

A primeira vez foi em 1980. Estava com 17 anos. Era a época do cabelão, tênis Bamba, shows no Colégio Equipe, Bixiga, Águas Claras , camisa xadrez e muito pouco dinheiro no bolso. Mas muita, muita disposição de desafiar o permanente estado de pobreza franciscana que nos abraçava com uma força de Kripton. Então, o barato era ir de carona. Mochilão e vinho. Muito vinho. Primeiro passo: fazer uma vaquinha e comprar o vinho. Sempre de garrafão. A mula sempre era de uns seis malucos. Depois, a gente pegava um ônibus até o Posto Roda Viva, na Dutra e de lá só no dedão. As vezes dava uma sorte e pegava uma carona direto. As vezes dava um azar e aí eram cinco, seis carros. A gente gostava quando dava azar mesmo. Era mais divertido. E agente não tava nem aí. Comia qualquer parada e dormia em qualquer lugar. Inclusive no acostamento. De São José dos Campos era mais fácil. A maioria dos carros ia pro litoral norte. A Rio-Santos era, na sua maior parte, de terra. Tinha que chegar em Patrimônio. Cidadezinha na beira da pista, logo após a divisa de SP e Rio. Garrafão de Góes "suave" na mão, a gente encarava o "Deus me Livre". Na subida, asfalto. Na descida, terrão. Quando chovia só descia de bunda. Os carros atolavam. Só subia de corrente nos pneus. Era muito tombo. Vinho, escuridão e lama. Porque o barato era descer de noite. De dia o sol castigava. E noite é sempre mais bacana. O céu por lá chapava de estrelas. No final da descida estava a primeira praia. A Praia Brava. Hoje é o point de surfistas. Depois vinha a Praia do Meio, depois a do Cachadaço e finalmente a grande atração: o Cachadaço. Uma piscina natural de água azul. Muito azul. Coisa que a gente só via em fotos do mar do Caribe. Quem já foi sabe do que estou falando. Isso mesmo. Estou falando de TRINDADE. Por muitos anos o paraíso da malucada. Todos as baladas de viagem eram pra lá. A gente acampava na praia e tomava banho na cachoeira. A dieta era a base de miojo, peixe (que os pescadores descolavam pra gente) e álcool. Muito. O tempo todo. Quando conheci Trindade, lá era uma aldeia de pescadores. Pra vocês terem uma idéia, pra gelar a cerveja, só buscando barra de gelo em Paraty. Uns 30 kms pra frente de Patrimônio. Só tinha umas cinco casas em toda Trindade. A principal família era a do Nerim. O dono da única birosca por lá. A mãe dele, Dona Cundica, era evangélica e ficava muito puta da vida com a malucada que insistia em fumar uns backs e tomar banho peladões na cachoeira. Uma vez desidratei em Trindade. É, consegui essa proeza. Tive um febrão de 24 horas e muita diarréia. A Dona Cundica, tipo avózinha mesmo, me preparava chá de folha de goiabeira e os filhos dela me levavam pra cachoeira. É, meu irmão, me enfiavam com tudo na água gelada. Pra baixar a febre. E resolveu. Lá era tudo iluminado por lampiões. A noite era na base da fogueira e violão e muito Raul Seixas. Que lugar! E quantas viagens. A única coisa que pegava, de verdade, eram os borrachudos. Puta que o pariu, quantos! Parecia que iam levar você pro ninho deles! Mas depois de meio garrafão de vinho ou meio litro de pinga coquinho, já era! Nessa época éramos todos garotos cheios de sonhos e romantismo. E a gente punha pra fuder. Não tava nem aí com nada. Uma vez fui acampar e acabou o rango e a grana. Isso, depois de uns dez dias. Pequei o violão e fiz um rolo com o Nerim. Opa, suprimentos pra mais cinco dias. Nessa, chegou o Luizinho, parceiro que morava no Bixiga. Chegou com uma canadense de cinco pessoas. Não deu outra: fiz rolo com a minha micro-leve e fui pra barraca dele. Resultado? Mais quinze dias no paraíso. Quando voltei pra Sampa, depois de trinta dias de bermuda e descalço, a viagem de metrô me deu a mesma sensação de um tomate no liqüidificador. Bom, como tudo nesse país, a grana e os "empreendedores" chegaram e Trindade conheceu o progresso. Mais casas, pousadas, asfalto e a igreja universal do reino de deus. A última vez que estive por lá foi em 1992. O lugar tava chapado de gente. Parecia um shopping de tantas patrícias e mauricios do tipo: o Havaí é aqui, manja? A decepção foi muito grande. Trindade já não existia mais. Não do jeito que conheci. Eu já não era mais garoto. E o sonho já tinha acabado.

A cachoeira que a malucada tomava banho

E o Cachadaço.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h28
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ATACADO E VAREJO

Bush assina lei de emergência para prolongar vida de paciente em coma

da Folha Online

A Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou nesta segunda-feira uma lei de emergência, aprovada pelo Congresso norte-americano, para prolongar a vida de Terri Schiavo, 41, que está em coma há 15 anos.

A paciente foi desconectada dos aparelhos na sexta-feira (18), depois de um intenso debate entre seus familiares, o governo dos EUA e os tribunais. Os pais de Terri se opõem à eutanásia e querem que o tubo de alimentação que a vinha mantendo viva seja ligado novamente.

Bush antecipou seu regresso do Texas para Washington neste final de semana para promulgar a lei, que foi aprovada neste domingo pelo Senado dos EUA, por unanimidade.

A lei transfere para a jurisdição federal a decisão da corte da Flórida que havia determinado a retirada do tubo de alimentação que mantinha a americana viva.

Terri vem sendo mantida viva desde que um ataque cardíaco afetou a oxigenação de seu cérebro, deixando-a em permanente estado vegetativo.


O marido dela e seu guardião legal afirmava que ela não gostaria de ser mantida viva nesta condição. Os pais de Terri lutam para mantê-la viva argumentando que ela apresentava reações a eles e que podia melhorar com reabilitação.

Tudo por um pouco de marketing. Essa é a jogada. Sem limites e sem escrúpulos. A nação mais treteira do mundo. A mais mortal e sanguinária (Hirishima, Nagasaki, Vietnã, Iraque e republiquetas espalhadas pelo terceiro mundo) quer prolongar a vida (?) de uma pessoa que encontra-se à 15 (!) anos em estado vegetativo. Essa direita cristã e reacionária que governa os EUA, na figura patética de George Bush, resolveu dar um lustro na sua imagem através desse caso de eutanásia. Ora, o abilolado George Bush que, no maravilhoso documentário de Michel Moore (fahrenheit 9/11) mostra um homem completamente apático, perdido e - por que não dizer? - covarde. Na hora em que recebe a notícia de que o seu país estava sendo bombardeado, fica completamente sem ação por intermináveis sete minutos (é isso?) numa escola infantil e ainda, desbaratinando lendo um livro que estava de cabeça para baixo. Desta vez, para mostar a sua moral cristã e a sua obstinada luta em prol da vida (?), volta das férias (de novo?) correndo para acelerar no congresso a aprovação de uma lei sob medida para prolongar a vida (???) dessa pessoa. Antes que algum beato de plantão mande uma carta ao Vaticano pedindo a minha morte na fogueira, quero dizer que não estou fazendo aqui um debate sobre a eutanásia. Minha arrogância não chega a tanto. Se bem que, tenho minhas opiniões sobre ficar numa cama vegetanto por quinze anos. Minha idéia de vida é diferente. Só estou falando de mais uma sórdida jogada da Cia e os seus atletas de cristo. Agora me diz aí: quantos neurônios é preciso para sacar que não passa de mais uma deslavada campanha de marketing da gringolândia para, numa inúltil tentativa, livrar um pouco a cara do George "uguinho" bush depois de tanta cagada? Enquanto isso, os caras do exército americano, estão suando pra descolar mais soldados para enviar pro (matadouro) Iraque. Já passam de 1.500 soldados americanos mortos por lá. De Iraquianos, só Maomé sabe! Porque ninguém é tão trouxa por muito tempo. Os americanos, principalmente os jovens, já perceberam a roubada que é essa guerra. E como o serviço militar não é mais obrigatório... Então é assim que funciona. Mata-se no atacado e salva-se (?) no varejo.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 17h46
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