UIVOS, LATIDOS E FÚRIA - Um blog vira lata e sarnento!
     
Histórico
04/12/2005 a 10/12/2005
20/03/2005 a 26/03/2005
13/03/2005 a 19/03/2005
06/03/2005 a 12/03/2005
27/02/2005 a 05/03/2005
20/02/2005 a 26/02/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
06/02/2005 a 12/02/2005
30/01/2005 a 05/02/2005
23/01/2005 a 29/01/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
09/01/2005 a 15/01/2005
02/01/2005 a 08/01/2005
26/12/2004 a 01/01/2005
19/12/2004 a 25/12/2004
Outros sites
Mario Bortolotto
Ivam Cabral
Fernanda D'umbra
Aline Abovsky
Marisa Lobo
Bactéria
Eduardo Castanho
Pedro Capusso
Laerte Késsimos
Rodolfo García Vazquez
Pinduca

Votação
Dê uma nota para meu blog


O que é isto?
 


ABOBRINHAS ON-LINE

Recebo muita merda por e-mail. Acho que todos recebem. Chego no trampo pela manhã e vou deletando tudo. Difícil receber algo que realmente vale ser lido. Recebi esta autêntica abobrinha, de uma amiga, esta semana. Acho que essa é uma merda que vale a pena. Uma merda The best. Se é que existe alguma. Estas são piadas retiradas do livro "Desordem no tribunal". São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente e à frente do juiz. Olha que maravilha. Do jeito que a minha risada é discreta, ia ser expulso do tribunal a cada quinze minutos! Bom, e como hoje é sexta-feira, o dia mundial do foda-se, não estou com saco pra escrever porra nehuma. Só dei um "copiar" e divido essas pérolas com os manos. Falei?!

 Pergunta: Qual é a data do seu aniversário?
 Resposta: 15 de julho.
 P: Que ano?
 R: Todo ano.
 ______________________________________________
 P: Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
 R: Sim.
 P: E de que modo ela afeta sua memória?
 R: Eu esqueço das coisas.
 P: Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido? 
 ____________________________________________
 P: Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
 R: Sim, foi.
 P: E o que você estava fazendo nesse dia?
 _______________________________________________
 P: Ela tinha 3 filhos, certo?
 R: Certo.
 P: Quantos eram meninos?
 R: Nenhum
 P: E quantas eram meninas?
 _______________________________________________
 P: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
 R:Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
 _______________________________________________
 P: Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta
 deve ser oral, ok? Que escola você freqüenta?
 R: Oral.
 _______________________________________________
 P: Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o
 corpo da vitima?
 R: Sim, a autópsia começou às 20:30h.
 P: E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
 R: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele...
 _____________________________________________
 Essa é a melhor!!!!!!!!!!

 P: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da
 vítima?
 R:Não.
 P: O senhor checou a pressão arterial?
 R: Não.
 P: O senhor checou a respiração?
 R: Não.
 P: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia
 começou?
 R: Não.
 P: Como o senhor pode ter essa certeza?
 R: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
 P: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?

 R: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em
 algum lugar!!!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h04
[] [envie esta mensagem]




HOJE É NOITE DE BLUES

É O SACO DE RATOS BLUES

E A PRAÇA ROOSEVELT CADA DIA MELHOR 

 

Marcello Amalfi,  

Fábio Brum e

Mario Bortolotto nos vocais

 

Hoje - Nesta quinta-feira (dia 17)

No Teatro X - Praça Roosevelt, 124 - Consolação

Tel: 3255-2829

 

A partir das 23h

 

Preço: 5 de entrada e 5 de consumação. Uma baba!

 

(Jarbas Capusso Filho)

 

 

 



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h41
[] [envie esta mensagem]




 HOJE ALINE ABOVSKY ESTRÉIA NO CLÁSSICO "O COLECIONADOR" EM CARTAZ NO CCSP

A minha amiga, talentosíssima, estréia no lugar da Paula Arruda que sai em turnê com o Antunes Filho no espetáculo "Carmem". (Uma homenagem ao Kasuo Ono). A Direção é do brother Marcos Loureiro que arrebentou em "Hotel Lancaster". Sei que ela tá ralando pra ensaiar. Tem texto pra caralho e o bicho pegou. Mas a Aline dá conta. Depois eu vou lá conferir. Com certeza. Sou fã dela.

O romance do inglês Fowles é um clássico da literatura mundial. Em 1965, o thriller foi adaptado para o cinema, com direção de William Wyler e com Terence Stamp, Samantha Eggar e Mona Washbourne. No Brasil, em 1974, Fernando Torres dirigiu uma adaptação de David Parker para o teatro. No elenco, Dina Sfat e Juca de Oliveira.

Sinopse

Num porão de uma mansão, Ferdinando, o colecionador de borboletas, mantém como refém a jovem Miranda, por quem é apaixonado. A moça assustada e indignada tenta convencê-lo a liberta-la. Eles conversam e chegam a um consenso: após vinte e oito dias, Miranda estará livre para fazer o que bem entender.

2 ÚLTIMAS SEMANAS

De quinta a sábado às 21:00 horas
Domingo às 20:00 horas


O preço do ingresso continua barato: só R$ 10,00 (meia para estudantes e aposentados)

ATÉ DIA 27 DE MARÇO

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 (ao lado da estação Vergueiro de metrô)
Tel: 3277-3611
Porão (75 lugares)

Romance de John Fowles
Tradução: David Parker
Tradução e adaptação livre: Juca de Oliveira
Direção: Marcos Loureiro (Hotel Lancaster)
Elenco: Aline Abovsky e Pedro Guilherme
Cenário: Luís Frúgoli
Figurino: Cláudia Schapira
Sonoplastia: Mário Bortolotto

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h03
[] [envie esta mensagem]




MARTASERRAFODA!

Charge emprestada do blog da Fernanda D'umbra com link aí na lista.

São Paulo, quarta-feira, 16 de março de 2005


Classe teatral de SP protesta contra suspensão de auxílio financeiro

DA REPORTAGEM LOCAL

A classe teatral paulistana articula mobilização diante da suspensão da Lei de Fomento. Anteontem, assembléia do movimento Arte contra a Barbárie, realizada no teatro Fábrica São Paulo, um dos espaços nascidos por causa do programa, aprovou manifesto a ser distribuído ao público e encaminhado ao secretário Emanoel Araújo (Cultura) e ao prefeito José Serra (PSDB).
O congelamento do novo edital, cuja comissão não foi homologada, é definido como "regressão autoritária" e "vem reforçar a imagem da cultura como desperdício, como desnecessidade, direito exclusivo dos que podem por ela pagar", cita o documento.
Desde 2002, a Lei de Fomento consta de dotação orçamentária (R$ 9 milhões em 2005) da Prefeitura de São Paulo para ser repartida aos grupos selecionados.
A Secretaria Municipal da Cultura, por meio do Departamento de Teatro, aguarda parecer jurídico para possíveis reformulações.
"Na comparação com outras leis para o setor -como as de incentivo através da renúncia fiscal-, a verba destinada ao Programa de Fomento ao Teatro é muito pequena. No entanto, é ela que garante a liberdade e a autonomia dos artistas, não a dos patrocinadores. É ela que beneficia a formação de espectadores, não de consumidores. É ela que expressa interesses sociais, avaliados e cobrados pelo poder público, numa inversão total do privatismo empresarial que impera no uso das verbas públicas", diz o manifesto.
O Fábrica São Paulo recebeu uma platéia e meia (134 lugares e metade do palco ocupados). Entre eles, Ilo Krugli (Ventoforte), José Renato (teatro de Arena), Sérgio de Carvalho (Cia. do Latão), Georgette Fadel (Cia. São Jorge de Variedades), Rodolfo García Vásquez (Os Satyros) e Pedro Pires (Cia. do Feijão). (VS)

Artistas planejam ações de protesto
Em assembléia permanente, lutam contra a descontinuidade na cultura

Beth Néspoli

Cerca de 200 artistas teatrais, entre eles José Renato, Gero Camilo, Pascoal da Conceição, Georgette Fadel, Pedro Pires, José Renato e Ilo Krugli, lotaram ontem o Teatro Fábrica. "O desmonte de políticas públicas como a suspensão da Lei de Fomento, e o desvirtuamento de programas como Formação de Público e Teatro Vocacional" foram alguns dos temas debatidos na noite.

A assembléia foi convocada pela Cooperativa Paulista de Teatro, que agrega 80% dos grupos teatrais atuantes na cidade. Entre outras coisas, os artistas decidiram manter-se em assembléia permanente. Um novo encontro, para discussão ampla das atividades de diferentes comissões, foi marcada para o dia 21, às 11 horas.

"Não estamos reivindicando nossa sobrevivência, mas lutando por um conceito de política cultural", diz Rodolfo Garcia Vazquez, da Cia. dos Satyros. Um dos temas centrais da noite foi a importância de clareza sobre o foco central da luta: por conquistas nascidas de exaustivas discussões sobre um conceito de política cultural. Ao final, foram formadas três comissões, responsáveis por ações como a feitura de manifestos e busca de apoios.

Uma das comissões vai investigar caminhos legais, uma vez que a alegada inconstitucionalidade da Lei de Fomento foi debatida. "A lei não vincula receita, destina verba, o que é diferente", afirma o diretor Luis Carlos Moreira. Segundo informou a Assessoria da Presidência da Câmara dos Vereadores ao Estado, qualquer cidadão pode mover uma ação contra o poder público pelo não cumprimento de uma lei, que só pode ser suspensa por ação judicial. E o Ministério Público pode também abrir inquérito.

Fonte: O Estado de São Paulo - Caderno 2 - 16/03/2005




 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h31
[] [envie esta mensagem]




GAVIÕES E GARDEL

Sou corinthiano de nascimento, mas esta, nem eu resisti!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h05
[] [envie esta mensagem]




SEGUNDAS INTENÇÕES

Faz tempo que os amigos me convidam. Desta vez fui conferir. A casa é pilotada pela dupla pra lá de competente: Marcelo Varzea e Thereza Piffer. O nome é bem louco: Bubulounge - R. dos Pinheiros, 783, Pinheiros. Tel.: 8361 4464. É o Segundas Intenções. O lugar é bombado. Todas às segundas às 8 horas há  leitura de um texto. Depois sempre tem um show. E no final é a vez do DJ pilotar as pick ups e a pista ferve. Dizem que os caras dançam até às 6 da manhã! Ontem teve o lançamento de um livro Furacão Elis da ecritora Regina Echeverria. Contou com a participação da atriz IIana Kaplan.  Perdi porque cheguei ums 22 horas. Umas 23 horas começou um show. Convidaram dez atrizes para cantar músicas que ficaram famosas na voz da Elis: Adriana Caparelli, Amanda Acosta, Amélia Gumes, Andrea Marquee, Andreza Massei Bibba Chuqui, Edna Aguiar, Fabiana Karfig, Graça Cunha, Heloisa de Palma, Luana Marthin, Luciana Carnieli, Nábia Villela, Nelli Sampaio, Neusa Romano, Patrícia Coelho, Rachel Ripani, Samantha Caracante, Simone Gutierrez e Thereza Piffer. Acompanhadas dos músicos:  Daniel Maia, Guilherme Terra e fernando Baggio. Foi muito bacana. As meninas mandaram muito bem. Destaque pra Amanda Acosta que cantou "Nas curvas da estrada de santos" E a própria Thereza que mandou "O bebado e o equilibrista". Lá pelas 24 horas os caras retiraram todas as mesas e cadeiras da pista e começou a rolar o som pra galera dançar.  O DJ Andre Hã mandou ver. Só som anos 70, 80. Pra quem gosta de dançar, um prato cheio. Não é o meu caso. Fiquei no lounge cheio de sofazões – a minha cara - sapeando e trocando idéia com uns manos que encontrei por lá. O José Roberto Jardim e o Daniel Morozzeti. Na boa, não é um lugar que freqüentaria. Como disse, não danço e não gosto de lugares muvucados. Tão pouco sou chegado em lugares da moda. Mas tem leitura de textos e é o povo do teatro. A banda festiva, com certeza. Fui com umas amigas, a Fernanda Sofhia e a Vanessa Morelli. Só pra constar: quem tá largadão na vida, à procura de alguém, o lugar é muito bom pra descolar uma companhia. Mulher às pencas, brother. Dei uma embaçada até umas 2 horas e dei linha. O povo ficou lá, pulando que nem pipoca.

Dei uma atualizada nas informações com o release que a queridona Vanessa Morelli me enviou. Valeu.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h16
[] [envie esta mensagem]




DUAS POCKETS CENAS DO SEU JARBAS

1971. Minhocão, em São Paulo. Domingo, umas 13 hs. Está garoando e o Seu Jarbas tá bebasso. Estamos em sua variant, 1970, prata. Retornamos da Moóca, onde o seu Jarbas encheu o carão a manhã toda. Voltávamos pra Pompéia, onde a gente morava. No Banco de trás, um "tijolo" de sorvete. O saudoso cassata. Na época, a embalagem era de papelão. Um opalão tenta uma ultrapassagem bem na hora que o meu pai está zigzagueando na pista. Meu pai dá um zig, no zag, bum! Afunda a porta do opalão. Meu pai, na maior serenidade e anestesiado por uma garrafa de old-eigth põe o dedo anular pra fora e manda o cara se fuder. E dispara pelo minhocão. Na Francisco Matarazzo, três carros fecham o nosso. Termina a perseguição. Todos pra delegacia. 23º distrito, Perdizes. Eu, muito preocupado com o cassata. Começava a derreter. Na delegacia, o delegado, com um nariz de batata e vermelhasso, resultado de anos e anos a fio enchendo o carão, tá bebasso. Meu pai não quer pagar porra nenhuma e ameaça dar uns figths no outro motorista. Percebi que a coisa ia ser embaçada. Meu pensamento não sai do banco de trás da variantosa. E agora, o que fazer? Nisso, já eram umas 16 hs. Fudeu. Os três: meu pai, o delegado e o outro motorista decidem tomar uma pra clarear as idéias. Vamos pra padaria. O outro motorista revela-se um grande atleta etílico. As horas passam rápido. Nunca comi tanta coxinha em toda a minha vida. Um porrão delas regada à muita coca-cola. Compadre, farinha de trigo, gordura e coca à rodo, dá um barato que nem eu acredito! Lá pelas 19 hs, todos completamente bêbados, cansados de cantar "Ronda" e muito amigos, despedem-se emocionados. Lembro que o outro motorista estava com os olhos marejados. Voltamos para o carro. Que cena. O nosso cassata totalmente derretido, havia formado uma mancha enorme no banco. Uma meleca daquelas. Aí, eu fiquei emocionado! Meu pai, sacando o meu luto involuntário, parou numa padoca e comprou dois cassatas novos. Viva a clonagem! E olha que ainda faltava uns vinte anos pra começarem a falar nisso. Voltamos pra casa. Meu pai cantando Adoniram Barbosa, eu entorpecido por trocentas coxinhas e cocas, o paralama dianteiro da variantosa amassadão. E pensei: acho que o meu pai é muito louco, meu.

Outro domingo. Minha mãe havia levado a gente, eu e minhas irmãs, numa festa de aniversário no Tatuapé. Meu pai tinha armado com uns amigos ir pegar siris na Ponte Pensil, em Santos. Sempre armava essas paradas. Chegamos em casa umas 20 hs. A casa estava toda apagada. Minha mãe estranhou, a gente também. Normalmente, o meu pai estaria preparando os siris. Entramos em casa, na escuridão e nada do meu pai. Mas o carro dele estava na porta. De repente, vimos a luz do banheiro acesa. Fomos conferir. Minha mãe não acreditou no que viu. Nem eu. Nem minhas irmãs. Acho que nem os siris. O meu pai, bebasso, sentado numa cadeira, tinha capotado. Dormia à sono profundo. Ao seu lado, uma garrafa de old-eigth vazia e tombada. Um copo. E os siris? Bem... A banheira estava cheia e umas três dúzias de siris tentavam, freneticamente, alcançar a borda. Sem chance, escorregavam. Minha mãe, que sempre foi bem encorpada, braço grandão, de espanhola, não pensa duas vezes. Dá uma porrada no velho que vai ao chão em câmera lenta, quase quadro à quadro. Até sua morte, o velho nunca ficou sabendo desse jab de direita dominical. Fomos dormir. Nós no quarto, meu pai no banheiro e os siris na banheira. Ali, findaram as minhas duvidas. Tive certeza: o meu pai era sim muito louco, meu!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h37
[] [envie esta mensagem]




DUENDES, DOSTOIEVSKI E OUTRAS HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS ÀS 5 DA MATINA

 

Ontem teve festa nos Satyros. Festa estranha e com gente esquisita. Que bom. Festa com gente normal é uma bosta. A animação e conversa comeram solto. Com direito ao Ivam em cima do balcão e o escambau. A calçada, pra variar, lotou. Mais fora do que dentro. Sempre. O clima ajudou e a noite estava de fuder. Mas quem queria dançar, ficou a vontade. Na operação rescaldo, lá pelas 5 hs da matina, firmes e fortes, sobraram eu, o Wiltão, Gabriel, Erika, Adriana, Amalfi, Patrícia e o inverossímil Marquinhos Arroba. Aliás, o Marquinhos nos brindou com mais uma história do arco da velha. Desta vez, nos relatou suas aventuras com um ser verde que o visita em seu quarto nas madrugas. Enquanto ele relatava, em sórdidos detalhes a parada, eu não conseguia deixar de me preocupar com o cara. A minha única duvida: qual substância lisérgica o nosso amigo vinha fazendo uso regularmente? Bom, mais adiante saiu a pérola da noite. Eu sou o tipo de cara que acredita que nada é por acaso. Se eu fiquei até àquela hora na festa, um motivo haveria de ter. Algo do além. E descobri o motivo sobrenatural instantes depois. Verbalizado ali, à um palmo de distância dos meus calejados e incrédulos ouvidos. À queima roupa. O cara que mandou a parada é meu brother e tinha tomado todos os líquidos etílicos possíveis e imagináveis. Então vai ficar no anonimato. Olha só que beleza: “ME AMARRO EM DOSTOIEVSKI (PAUSA REFLEXIVA), MAS O QUE ME PIRA MESMO, DE VERDADE, É O BUTTMAN!” Fala aí: é digna de fim de festa ou não é? Ah, quero aproveitar e fazer um apelo aos meus amigos prenhos de bom senso e, de uma vez por todas, esclarecer categoricamente uma parada que rolou numa outra operação rescaldo: amigos, a história da tia era gozação! Só quis fazer uma piada. Por favor, deletem. Desde àquela fatídica noite, toda vez que o Marquinhos me vê, já fica logo vermelho. E o Wiltão? Só me olha de esgueio. ERA GOZAÇÃO!

 

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 13h11
[] [envie esta mensagem]


[ ver mensagens anteriores ]