UIVOS, LATIDOS E FÚRIA - Um blog vira lata e sarnento!
     
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Em ritmo de festa: Os Satyros lança vídeo-clipe de "Transex"

Quem ainda não teve oportunidade de assistir ao espetáculo "Transex", pode ficar feliz.
Aproveitando a premiação como melhor figurino no 17º Prêmio Shell de Teatro São Paulo, os Satyros estão lançando o vídeo-clipe do espetáculo.
O vídeo traz uma das cenas do espetáculo, onde Phedra D. Córdoba dubla a música "Yo Vivire", de Célia Cruz.
O tamanho total do arquivo é 6.5Mb. Para baixá-lo,
clique aqui ou acesse o site da Companhia de Teatro Os Satyros (www.satyros.com.br). Para visualizar o vídeo, é necessário ter o Windows Media Player instalado no computador. Caso não tenha instalado, clique aqui.
O espetáculo "Transex" está em cartaz no Espaço dos Satyros (Pça. Roosevelt, 214, Consolação, SP , tel. 3258-6345) às sextas e sábados às 21h30 e domingos às 20h30, por tempo indeterminado.
O ingresso custa R$ 20, sendo que estudantes, idosos e classe artística pagam meia-entrada (R$ 10).

E TEM FESTA!

E sábado, dia 12/03 tem festa no Satyros. Para comemorar o prêmio do Fabiano. Começa às 00:00 hs. Eu vou. Quem já foi nas festas do Satyros sabe que vale a pena. É grátis e só paga o que consumir.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h05
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Jim Morrison: College Dork [1964]

Na semana passada, um funcionário da universidade da Florida descobriu umas latas de filmes perdidas. Acabou achando uma raridade. Um filme com o futuro lider da banda The Doors. Ele mesmo, Jim Morrison. No filme, Jim faz propaganda da universidade. O cara tava moleque ainda. E com a maior cara de nerd. Nem de longe dava pra sacar o que o cara ainda iria aprontar na cena rock and roll. Quem quiser conferir é só clicar no link aí.

www.ifilm.com

 

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 09h35
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É ASSIM MESMO?

Um homem, morador de rua, abaixa-se para lavar o rosto na água que escorre pelo meio fio. No Viaduto do Chá, no meio da multidão, uma mulher chora copiosamente. Um choro comvulsivo e desesperado. Ninguém nota. Um boy para o seu carro, todo incrementado, na Nestor Pestana e começa a negociar uma trepada com uma puta. Pechincha mesmo. Um cara de terno e gravata, óculos escuros, senta num banco da Praça Roosevelt e fala sozinho. Até xinga. Um promotor, na praia, descarrega um pente inteiro de uma automática em dois garotos. Mata um e fere o outro. Eles fizeram "psiu" pra sua namorada. Um travesti coloca uma peruca da Emília, do Sitio do Pica Pau Amarelo e sai distribuindo sorriso e alegria para todo mundo. Um ex prefeito rouba mais de 200 milhões de dólares de uma obra (estou falando de uma obra só) e ainda dá entrevistas rindo muito. Um pivete de no máximo 7 anos cheira cola na Avenida Ipiranga e ri muito de seu próprio infortúnio. Embaixo do Minhocão, no domingo, um batalhão de voluntários serve sopa e corta o cabelo dos necessitados. Um deles toma pinga no gargalo e dança uma música que só ele ouve. Um secretário de cultura deslumbrado e obtuso, quebra uma dúzia de grupos teatrais com uma só canetada. Encontrei uma amiga (que tem um rotwiler) numa festa, e ela estava muito linda. O papa, mais pra lá do que prá cá, insiste (em não morrer) e em censurar a camisinha e o homossexualismo. Um juiz, do nordeste, executa a sangue frio um segurança de um supermercado com um tiro na nuca. Alega disparo acidental. Uma amiga, muito querida, está deprimida. Conversando comigo, chora. Um critico de teatro elogia demais o seu trabalho, pessoalmente e na sua cara e, num artigo, dias depois, desce a lenha. Observo os meus filhos correndo pelo sesc e sinto uma puta alegria e satisfação de ser o pai deles. Há uma troca de atrizes de um espetáculo e o maior jornal do país dá uma pagina inteira pra "notícia". Um deputado que defendeu o mandato de Hidelbrando Pascoal (aquele que serrava suas vítimas) foi eleito presidente da casa. Uma mulher, traficante e de 86 anos, é presa com uma tonelada de maconha. Um grande amigo me pede ajuda e consegue sair do inferno em que estava vivendo. Está muito feliz. Eu também! Um amigo, ator, me diz que viver é perigoso e muito louco. Minha garganta está arranhando. Sinal de gripe. Comprei vitamina C. O foda mesmo, é a saudade dos campinhos de terra onde, descalço, eu jogava peladas nas tardes ensolaradas de fevereiro.



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 11h20
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PRONTO. ESTAVA DEMORANDO. MAIS UMA ADMINISTRAÇÃO TRATANDO A CULTURA COM O MAIOR DESCASO E OMISSÃO POSSÍVEL. O TEATRO, MAIS UMA VEZ, SABOTADO! 

São Paulo, quarta-feira, 09 de março de 2005


Novo diretor do Departamento de Teatro da capital aguarda parecer jurídico sobre a Lei de Fomento

São Paulo interrompe ajuda às companhias de teatro

Jefferson Coppola/Folha Imagem
O novo diretor do Departamento de Teatro da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, José Carlos dos Santos Andrade



VALMIR SANTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Há seis dias no cargo, o novo diretor do Departamento de Teatro da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo declarou anteontem que o sexto edital da chamada Lei do Fomento, lançado em janeiro, "está suspenso".
A comissão para selecionar os 71 projetos inscritos chegou a ser apontada pela equipe de transição do governo anterior, do PT, mas não foi homologada. "[O Fomento] está à espera dessa homologação ou do parecer do conselho jurídico que analisa a lei com lupas como a da jurisprudência", diz José Carlos dos Santos Andrade, 51, dramaturgo e educador que estréia em cargo público como homem de confiança de Emanoel Araújo, o secretário municipal da Cultura, na administração PSDB.

Sancionado em 2002, o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo foi aprovado na Câmara Municipal com dotação orçamentária da prefeitura (atualmente R$ 9 milhões distribuídos em dois editais por ano). Segundo a lei, o subsídio é destinado a grupos voltados para a pesquisa continuada. Foram contemplados conjuntos como Oficina, Vertigem, Cia. do Latão, Tapa e Parlapatões, alguns deles até três vezes, como previsto. Isso gerou reclamações no cerne da própria classe. Em entrevista à Folha, no final de 2004, o diretor Antunes Filho acusou o processo de seleção de "compadrio".

"Não há como questionar a excelência da idéia da lei, até mesmo porque cultura, na França, por exemplo, é feita assim. Peter Brook saiu da Inglaterra para se radicar em Paris porque lá encontra apoio e subsídios. Agora, dentro da nossa logística aqui, algumas coisas precisam ser entendidas. Há pontos favoráveis e outros a serem discutidos. Parte expressiva da comunidade teatral acusa insatisfação. É preciso dar ouvidos a ela", diz Andrade.
A exoneração da coordenadora do Fomento, Sula Andreato, na sexta passada, complicou ainda mais a situação do programa que responde por boa parte dos cerca de R$ 3,5 milhões que a Secretaria da Cultura deve a artistas e grupos que prestaram serviço em 2004 (incluindo projetos de Formação de Público e Teatro Vocacional).
"Não há interesse por parte do Emanoel, que acima de tudo é um artista, em abortar nada. A preocupação é a de não criar falsas expectativas", diz Andrade.

Sentado em sua sala, no nono andar do prédio da Galeria Olido, no Centro de São Paulo, o diretor olha de esguio para o livro-ata no qual já preencheu 14 páginas sobre pendências. Ele apela: "Isso aqui é uma avalanche, um tsunami cultural". Há mais de 30 anos coordenador pedagógico numa escola privada e, recentemente, também coordenador do curso de artes cênicas numa faculdade, Andrade quer manter alguns projetos, "até porque são bons".

É o caso do Vocacional (criado em 2001 e voltado para o teatro amador; ação de artistas orientadores que resultou na formação de 348 grupos até 2004) e o Formação de Público (também a partir de 2001, parceria das pastas da Educação e da Cultura focada sobretudo nos espectadores adolescentes e adultos, com ênfases nos 21 teatros dos Centros Unificados de Educação, os CEUs).

Andrade quer enfatizar o casamento do teatro com a educação, e vice-versa. "É impossível pensar educação sem cultura. A dificuldade é encontrar a forma de como realizar, de como dar prosseguimento a essa interatividade", diz.
Quer levar espetáculos de formação de atores vindos de escolas públicas ou privadas, regulares ou livres, aos 21 teatros e respectivas salas multiuso dos CEUs, além dos sete teatros distritais (João Caetano, Paulo Eiró, Cacilda Becker, Arthur Azevedo, Martins Pena, Flávio Império e Alfredo Mesquita), todos sob o guarda-chuva de seu departamento.


Lei do Fomento contemplou 79 grupos desde 2002

DA REPORTAGEM LOCAL

A Lei Municipal 13.279, de 8 de dezembro de 2002, instituiu o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, resultado de três anos de mobilização de grupos do movimento Arte Contra a Barbárie.
Seu objetivo, diz o artigo 1º, é "apoiar a manutenção e criação de projetos de trabalho continuado de pesquisa e produção teatral, visando o desenvolvimento do teatro e o melhor acesso da população".

Em seus dois anos e meio, a Lei do Fomento mudou paradigmas da produção paulistana ao servir de complemento às tradicionais leis de incentivo fiscais e outras formas de financiamento à cultura. Tornou-se referência para outras cidades.

Segundo balanço da Secretaria Municipal da Cultura na administração anterior, os cinco editais do Fomento contemplaram 79 coletivos entre os cerca de 500 inscritos. Foram investidos R$ 19 milhões. A estimativa é de que 1 milhão de pessoas assistiu aos espetáculos ou participou de atividades desenvolvidas pelas companhias, o que teria gerado emprego para cerca de 2.500 artistas ou técnicos.

De acordo com a Cooperativa Paulista de Teatro, o Fomento possibilitou a constituição e manutenção de espaços na cidade, como o Teatro Fábrica, o Teatro dos Sete, o Galpão Raso da Catarina, o Teatro dos Arcos, o Engenho Teatral (itinerante), o Galpão do Folias, o Instituto Pombas Urbanas (ainda em obras) e as sedes dos Satyros e da Cia. do Feijão, na região da praça Roosevelt.

E também atendeu a conjuntos históricos, como o Oficina, e a nomes respeitados da cena contemporânea, como o Teatro da Vertigem, a Cia. do Latão e a Cia. Nova Dança 4, além de núcleos recém-surgidos, como a Cia. Estável e o Teatro XIX.

Para 2005, a Lei do Fomento possui dotação orçamentária de R$ 9 milhões, aprovada pela Câmara Municipal. No entanto, a Secretaria da Cultura suspendeu o último edital sob alegação de redução no orçamento geral, por conta das dívidas e por uma necessidade de revisão jurídica do programa. (VS)




 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 16h18
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CORRENDO ATRAVÉS DO MURO ENQUANTO A MÚSICA NÃO SECA

 - Vai escrever?

 - Não.

 - Por quê?

 - Estou cansado e a minha garganta está seca de palavras.

 - Mas as flores!

 - Elas secam. Fique tranquila. Elas secam...

 - O que você vai fazer?

 - Procurar no fim da rua a parte mais baixa do muro.

 - Tá perto?

 - Deve estar. A música que a gente ouvia está cada vez mais longe. Mal ouço o piano.

 - E aí?

 - Aí, onde não tiver arame farpado, vou pular e correr muito.

 - Pra quê?

 - Pra te perder de vista.

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 09h58
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O ENROLADINHO E O PRÊMIO SHELL

Ontem estive no 17º Prêmio Shell. Foi num restaurante marroquino, no Jardins, o Chakras. Nem ia, mas o Marquinhos Lourero me ligou: "E aí, Brother. Tenho um convite sobrando, vamos?" Fui. Era a oportunidade de torcer pelos amigos. O queridão Fabiano Machado estava indicado pelo figurino de "Transex" e a amigona Ester Laccava, em dois: melhor atriz e melhor tradução (com o Marião) por "Garotas da Quadra". Bem, não sou muito chegado a muvuca. O restaurante era bem apertado, tinha muita gente. Mas enfim. Dei uma circulada e andei pra caralho atrás de uma coca. Uísque e champagne tinha a rodo. Comi uns enroladinhos de javali, é mole. Muito bom. Eu e a Aline Abovsky ficamos trocando uma idéia e sabíamos que se a Marília Pêra (indicada melhor atriz em "Mademoiselle Chanel") aparecesse por lá, as chances da Ester seriam nulas. Todo mundo sabe que uma figura que nem a Marília Pêra não sai de casa pra receber um prêmio sem ter certeza. Ou seja: se pintasse na parada, já era! O prêmio seria dela. Politicagem e pronto. Não tem outro nome. A Shell não quer fomentar o teatro. Se quisesse, não daria só oito mil reais – uma merreca para uma empresa que é a que mais fatura no Brasil e a quinta empresa petrolífera que mais fatura no mundo – para cada ganhador. Daria logo uns cinqüenta mil! Bem, não deu outra. A mulher apareceu e eu, a Aline e o cão dela, sacamos na hora quem iria ganhar. Foi o que aconteceu. A mulher ainda sobe no palco com cara de "Nossa, que surpresa!". Brincadeira! Quando é que esses caras vão sacar que não podem colocar pra concorrer uma super produção como "Mademoiselle Chanel" (dizem que foi investido mais de um milhão de reais na montagem) com a modesta produção das meninas em "Garotas da Quadra"? A Aline e a Ester fazem aquele teatro ralado, no peito e na paixão. De indiscutível qualidade artística. Mas é sem grana! A Ester e o Marião também não levaram o de melhor tradução. O prêmio foi para o projeto da Cia Livre por "Arena conta Arena", liderado por Cibele Forjaz. A grande alegria da noite foi o Fabiano Machado. Levou o Shell. Tinha assistido todos os outros concorrentes. Só não vi "Fausto Zero" e, de longe, o figurino de "Transex" era o mais bacana de todos. Estava otimista. Mas confesso que cheguei a ficar preocupado. Não que o trabalho do Fabiano não fosse, indiscutivelmente, o melhor. Mas tinha o Gabriel Vilela na parada. E se o cara já não tivesse levado uns nove Shells, sei não... O Fabiano mais do que merece. O cara é cheio de talento. Figurinista, cenógrafo e, ainda, é um puta ator. Está em cartaz no Satyros como Tarcísio, o impagável porteiro do prédio da Tetê em "Transex" e em "A Filosofia na Alcova", como Domancé. Arrebenta nos dois. Vibrei e aplaudi muito. Ainda teve uma homenagem para o querido Zé Renato, fundador do Arena em 1948. É mole? Em 1948 o cara já fazia teatro. Merecido. Bom, toda a cerimonia acabou por volta de umas 23 horas. Depois foi servido o "jantar". Havia duas opções: uma papa de arroz com gosto de nada e um penne seco pra caralho. Optei pela papa. Nem vou comentar a sensação que tive comendo aquilo. Parecia uma "arroz doce" salgado. Tomei mais uma cocas e dei uma embaçada. A parada esvaziou bem. Bom, como já disse; não sou chegado em muvuca. Deu a minha hora. Dei um abração na Ester. Ela disse que estava tudo bem. Eu estava meio puto com a parada. A Ester tem uma trajetória teatral de mais de vinte anos. Talento de sobra. Mas as coisas funcionam assim. Dei um abraço nos manos e sai fora. Ainda parei na praça pra tomar um café com o povo do Cemitério. Fui pra casa, deitei na cama e olhei pro teto. Lembrei do enroladinho de javali. Senti um gosto estranho. Forte. Era o gosto do enroladinho!

Os Premiados:

Autor: Newton Moreno, por “Agreste”

 

Direção: Cristiane Paoli-Quito, por “Aldeotas”

 

Ator: Luís Damasceno, por “O mercador de Veneza”

 

Atriz: Marília Pêra, por “Mademoiselle Chanel”


Cenário: Ilo Krugli, por “Bodas de sangue”


Figurino: Fabiano Machado, por “Transex”

 

Iluminação: Lucia Chedieck, por "Tauromaquia"


Música: Wanderley Martins, Caíque Botkay e João Poletto, por “Bodas de sangue”


Categoria especial: Cia. Livre, pelo projeto “Arena conta Arena 50 anos”

Homenageado: José Renato, pela contribuição constante ao teatro brasileiro.

 

Fotos do brother Eduardo Castanho

Fabiano Machado  e o mestre de cerimônias da noite: Leopoldo Pacheco

 

Os amigos: Aline Abovsky, Cléo de Páris, o premiado Fabiano Machado, Fábio Guará, Eduardo Castanho e José Roberto Jardim

 

(Jarbas Capusso Filho)

 

 



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h20
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Swings - Benny Goodman Feat. Ella Fitzgerald

É o cd que tenho ouvido nos últimos dias (e também, Billie Holiday) Muito! As vezes, a gente passa uma cara sem ouvir certas preciosidades e acaba se esquecendo de como já foi feito boa música no planeta terra. Neste cd, Ella canta tudo, com aquela voz luxuosamente sedutora e desta vez, acompanhado por umas das mais aclamadas Bigbands que já circulou pelo jazz. O genial Benny Goodman. O brancão mais jazzistíco dos EUA e um bando de músicos muito talentosos que sempre o acompanhava (entrar para a banda do Benny era para poucos. tinha que ser fera!) Puta parceria. Saiu uma das obras (na minha humilde e acanhada opinião), mais completas que o mundo do jazz já viu e ouviu. Por falar nisso, na Praça Roosevelt, em frente ao Satyros, de qua/qui/sex , à noite, no sebo do Bac, o Régis (Trovão) tá vendendo uns putas cds que ele mesmo grava. Comprei uma Billie Holiday e uma Astor Piazzola que fala baixo. Maneiro a beça! O preço é de brother.

 

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 15h42
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Olha o talento aí: Giovanna Vittlli, Zeza Mota Kurt E Abgail Tatit

UMA COMÉDIA INTELIGENTE!

Sexta feira fui na reestréia de BRINCANDO EM CIMA DAQUILO, no Teatro Ruth Escobar. Me diverti muito. A direção, muito acertada, é do Roberto Vignat que dirigiu esse texto à muitos anos atrás com a Marilia Pera. Espetáculo clean, inteligente e de extremo bom gosto! As meninas: Zeza Mota Kurt (maravilhosa em cena!), Giovanna Vittulli e Abgail Tatit dão um show de interpretação e bom gosto. O texto é do Dario Fo e da sua esposa e atriz Franca Rame. Na década de 70, Franca Rame, ativista do movimento feminista, fez uma pesquisa e entrevistou centenas de mulheres na Itália. Ela mostrou a pesquisa para o marido que, mais do que depressa, propôs transformar em dramaturgia. Essa pesquisa e parceria com o marido, resultou num livro: 25 MONÓLOGOS PARA UMA MULHER. Os textos apresentados são interessantíssimos. Abordam de uma forma delicada e muito bem humorada, temas seríssimos e muito atuais, ligados a mulher. O diretor e elenco, escolheram cinco textos para esse espetáculo. Não conheço os outros, mas estes, me pareceram bem acertados! Poucas vezes assisti a uma comédia tão bacana e completa. Direção, texto e elenco ok! Quem tá afim de desopilar o fígado em auto estilo, vai fundo que vale a pena conferir.

Serviço:

Espetáculo: Brincando Em Cima Daquilo

Direção: Roberto Vignat

Elenco: Zeza Mota Kurt, Giovanna Vittulli e Abgail Tatit

Teatro Ruth Escobar – Sala Mirian Muniz

Sexta: 21:30 hs

Sábado: 21:00 hs

Domingo: 19:00 hs

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 12h18
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