UIVOS, LATIDOS E FÚRIA - Um blog vira lata e sarnento!
     
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Uma pequena e singela crônica de natal

Paulo, entrou no apartamento 1963, “Boa safra” pensou. Ano de seu nascimento. Há muito tempo não ficava num hotel cinco estrelas como aquele. Não trazia bagagem. Disse que estava no carro e depois pegava. Estava vestido com um terno italiano e gravata de seda. O seu melhor terno. Quinhentos dólares, na época. Abriu a janela para sentir a brisa da noite. Olhou no rádio relógio ao lado da cama. Marcava 23:05 hs. Era noite de natal e ele só queria ficar ali, sozinho. Pegou o telefone e falou: “Serviço de quarto? Eu quero uma garrafa de Black label” Pensou direito e disse: “Não, não! Vocês têm Blue label? Ótimo! Então me trás uma garrafa e bastante gelo” Pensou: “fudido, fudido e meio” e riu. Pensou que podia chamar uma puta. Uma puta bem gostosa que chupasse o seu pau. Mas olhou no relógio e viu: 23:15 hs. É, não daria tempo. Já era quase natal. E pensou: “Será que se eu desse uma grana pra camareira ela chupava o meu pau? Não... acho que não”. Aí pensou: “Talvez se eu batesse uma punheta” Nesse instante bateram na porta: “Serviço de quarto senhor” Abriu a porta e o garçon entrou. Colocou a garrafa, o copo e o gelo na mesa. Antes de sair, Paulo deu uma nota de 50 para o garçon e pensou: “Fudido, fudido e meio” Abriu a garrafa em quase desespero e pensou: “Puta que los pariu! Blue label! Quanto tempo!” E bebeu uma, duas, três doses, como se aquilo fosse a fonte eterna da felicidade. E era. Tomou mais três doses, caprichadas. Podia sentir o uísque de 500 paus a garrafa agindo no seu cérebro e pensou: “Porra! Como isso me faz bem!” Olhou para o relógio e viu: 23:38 hs. Lembrou da sua esposa, de com era linda. Lembrou dos seus dois filhos. O caçula estava com cinco anos e o mais velho, que já curtia um rock, com dezessete. Pensou na casa na praia, nos carros, nas viagens para a Europa, todo ano. Mas lembrou do seu sócio. Amigo de infância. O Rafael. Ainda podia ouvir a sua voz: “Larga a mão de ser cagão, Paulo. O negócio é moleza. Você acha que eu ia enfiar a gente e a empresa numa roubada? Tá todo mundo se dando bem. Só a gente vai ficar com essa cara de otário?” Aí lembrou do pedido de falência, do oficial de justiça e do Rafael que desapareceu. “O filho da puta deve estar na Europa” pensou. Olhou para o relógio e viu: 23:55. Pegou uma cadeira e pôs perto da janela. Estava no 16º andar. Subiu na cadeira e sentou na janela. A noite estava um pouco fria. Olhou a luzes da cidade e pensou: “Fudido, fudido e meio”. Quando os primeiros fogos, anunciando o natal, começaram a estourar iluminando aquela noite fria de São Paulo, ele respirou fundo, deu um impulso com as mãos e pulou. No meio do caminho ainda pensou: “Puta que o pariu! Quem foi o corno que disse que a gente já chegava morto lá embaixo?!” Vendo o chão se aproximando rapidamente ainda pensou: “Caralho, devia ter tomado toda a porra da garrafa e batido uma punheta!!”

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 10h48
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Ele, ela e os brigadeiros...

 

Ele dirigia pelas ruas de São Paulo sentindo a chegada da mesma sensação... novamente. O céu estava nublado naquela manhã. Sentia ainda um pouco de sono. A noite, havia acordado várias vezes. Ela estava sentada ao seu lado. Os dois quase não falavam. Só trocavam olhares e sorrisos cúmplices. Ele sentia que a sensação estava voltando. A mesma sensação que o tomava toda vez que passavam uma noite juntos! Num semáforo fechado teve alguns instantes para observar o rosto dela. Ela não percebeu o seu olhar. Ele observava cada traço do seu rosto. A pele morena,  olhar sereno e cansado daquela noite. Ele tentava descobrir os seus quarenta anos e não conseguia. Via só uma menina. Uma menina de vinte anos atrás. Uma menina linda. Sempre que falava isso pra ela – que ela era linda – ela sempre devolvia: “você só diz isso porque está apaixonado”. É, e ele estava mesmo! Num momento ela percebeu o seu olhar. Mal sabia ela, que aqueles instantes em que o semáforo ficou fechado, se passara uma eternidade na cabeça dele. Uma eternidade de gostar. Então ela sorriu, mais uma vez e piscou. E a cada minuto que se passava, a velha sensação lhe invadia a mente! De vez em quando ele sentia o cheiro da sua pele penetrar fundo nos seus pulmões. Ainda podia ouvir a sua respiração ofegante e sussurros da noite passada. Podia ver ela que, com a ajuda de um abajur na mão, tentava achar aquele cd. O cd que ela colocava só por causa de uma música. Contra a luz do abajur, podia ver toda a silhueta do seu corpo. E ele pensava: “esse negócio de pele é foda!” Chegaram na rua dela e ele estacionou. Eles se abraçaram e beijaram. Ela desceu. Antes de fechar a porta do carro disse: “você me deve um cinema”. E devia mesmo. Ele disse: “pode deixar que eu pago”. Ela sorriu e atravessou a rua. Naquele momento a sensação tomou conta de tudo: a sensação de que devia ter beijado mais, abraçado mais, suado mais... gostado mais! Aquela sensação que sempre tinha quando era criança. De quando ia numa festa de aniversário e ia embora se questionando: “porque não comi mais brigadeiro?!”

 

(Jarbas Capusso Filho)

 



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 21h26
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Marlon Brando, o capo!

Ontem comprei a triologia de O Poderoso Chefão, do Copola. Já vi esses três filmes uma porrada de vezes e é por isso mesmo que comprei. Certos filmes são para sempre, não muitos, só alguns. E esses três os são, definitivamente! Al Pacino, ainda novo, garoto, em início de carreira - acho que ainda nem tinha feito Um Dia de Cão - contracenando com o mestre-rebelde, o gênio... Marlon Brando. A cena em que Michel (Al Pacino) filho de Don Corleone (Marlon Brando) vai à um restaurante para matar os caras que tinham atirado no seu pai é simplesmente de fuder! Filme ok, direção, elenco, montagem, trilha... Será que eu sou muito nostalgico ou se confirma a impressão que tenho (talvez errada) que é muito difícil acontecer tal obra novamente? Espero que eu esteja errado, muito errado... 

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 14h27
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Até que enfim!

É isso aí! Cansei de escrever merda no blog dos outros e, dando um drible rápido na minha (adorada) preguiça,  resolvi escrever essas merdas no meu blog mesmo. Resumindo: botar no blog dos outros é refresco!!!É isso aí!!!

(Jarbas Capusso Filho)



 Escrito por Jarbas Capusso Filho às 11h53
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